Ontem foi um dia intenso…
Aconteceu uma coisa que me partiu o coração. O quê?
Perdi o meu telemóvel super fofo, super giro e super amoroso. E mal dei conta que o gajo já não habitava o meu bolso, fiquei super nervosa…


Coelha: “Quem me liga para o meu telemóvel para eu ver onde ele está?”
V: “Eu ligo. Vou já ligar…”
Coelha: “Então?”
V: “Estavas com pouco bateria?”
Coelha: “Não! Estava com a bateria no máximo!”
V: “ É que está a dar sinal de desligado…”
Coelha: “Naaaaoooo. Já apanharam o meu bebé!”

Fiquei triste, triste, triste… Não chorei, e não sei como! O Grande cabrão que me apanhou o telemóvel, deve já andar com ele e a ver as minhas fotos, mensagens e números!
Desejei-lhe com todo o meu poder mental (que não é pouco), que ele durante toda a semana, passasse as noites e os dias com uma gastroenterite de forma a não poder levantar o rabo da sanita. E que a minha imagem o assombre nos seus sonhos durante um mês! Para entender que é muito feio ficar com as coisas dos outros.

E agora estou com um problema gravíssimo, quero comprar um telemóvel e não gosto de nenhum. Porque ou são muito grandes ou são tácteis e eu não quero assim.
Só a mim!

Histeria de raiva, mais que muita!


Coelha*



Ontem fui ao Estádio do Dragão (aquela coisa mais linda) ver o meu F.C.P.
Fui com um amigo meu que já me conhece desde o tempo em que fumei o meu primeiro cigarro, de quando usava calças larguíssimas e não podia ter nada nos pés senão umas bonitas sapatilhas (como os tempos mudam).
Já me tinha falado no assunto, e para ser sincera já tinha saudades de ir ver o meu Portinho jogar. Não, eu não entendo nada de futebol, mas sei quando a bola entra na baliza do adversário é golo. E sei festejar (já não é mau).
Lá fomos nós, chovia a potes, mas lá dentro não estava muito frio (coisa difícil de acontecer).
O meu amigo lá me foi falando dos jogadores, nomes, idades, alturas, valores ($) e por aí fora. Tentei aprender qualquer coisa, mas para ser sincera, o que me faz gostar estar no estádio a ver o F.C.P, é devido a todo o envolvente e porque se houve coisas hilariantes.


- “Anda meu filho da puta”;
- “Vai roubar ao caralho”;
- “Meu cabrão de merda”;
- “Foda-se, até a minha avó fazia melhor”;
- “A tua mãe é uma grande putaaaa!”;
- “Matava-te de porrada meu caralho”.


Só me sabia rir, e quando dava por mim já não estava atenta a porcaria do jogo, que só me deixou mal disposta pelo resultado.
Pensando bem, quem tem muitos nervos acumulados, era uma óptima terapia começarem ir ver uns jogos de futebol, assim insultavam os jogadores, árbitro (este é quem sofre mais) e o treinador sem serem julgados.


P.S: Ai de quem me falar, no resultado… Poupem-me, por favor.

Bibó Puorto caragoooooo!

Histeria clubista

Coelha*

Venho mostrar-vos também o meu bem preciosíssimo, a minha gata.
Não trocava a minha gata por animal nenhum. E sabem porquê?

Vejamos:
- Dorme comigo e é quente que só visto;
- Cheira sempre bem (melhor que muitas pessoas);
- Tem um pelo tão sedoso que mais parece ceda. Passar-lhe a mão no pelo é um óptimo anti-stress;
- Esta tão domesticada que eu chamo por ela e vem ela a correr e só pára em cima de mim;
- Tem um olhar tão doce, que me derreto toda. Nesses momentos tenho a certeza que não há nada melhor que os animais (o meu animal);
- É tão carente, que só está onde as pessoas estão. Só se sente bem ao lado dos donos;
- Derrete-se toda li-te-ral-men-te, quando falamos para ela. Começa a rebolar no chão a implorar um mimo.

O que eu sinto pela minha gata, não é só amor, também é paixão! Porque eu derreto-me toda com ela. E ai de quem, ouse falar mal dela ou trata-la mal. Porque nunca mais entra na minha casa.
É linda não é?

Ainda falam mal dos gatos… Só fala mesmo quem nunca teve um em casa.

Histeria, Histérica, Histericíssima, Doida, Maluca e Tresloucada pela MINHA GATA

Coelha*

Estou a pensar fazer uma festa de pijama com as minhas amigas. Só para ajavardar um pouco.
Como bem nos conheço, é para deitar a casa a baixo. Não, não é a partir as coisas. Mas quando, cada uma decide falar da vida, está tudo lixado.
Começamo-nos a rir feitas tolas, ou então umas a discutir e as outras a rir.
A conversa só ronda dois assuntos pertinentes. Ora sexo, ora merda.
Não fazemos de propósito, acreditem. Mas por mais, que tentamos falar de outra coisa, há sempre alguém que puxa a conversa ao assunto base.
A minha querida PIPI (que muitos de vocês a conhecem aqui da blogosfera), é das piores. Mas a seguir a ela, cai tudo em catadupa a falar no mesmo e a rirmo-nos como perdidas.
Uma noite sem homens, com as nossas conversas interessantes vai ser porreiro.
Está prometido queridas, eu mesma vou tratar de organizar isso. Mas façam-me um favor, não tragam Amêndoa Amarga. Obrigada.


Histeria da Amizade tola

Coelha*

O que fazer quando um homem lindo e jeitoso se aproxima de nós e nos diz:
-“Fumar faz mal… Mas sabe bem não é?”
E solta um sorrisão gigantesco! O que fazer? Responder o seguinte:
- “É… Às vezes…”
E atender o telemóvel que não parava de tocar.

“Coelha, começo a achar que tu estás a ficar alérgica aos homens. Ou então, estás é boa, para adoptar aquela tão conhecida modernice, de seu nome Homossexualidade… Sim, eu até tenho umas amigas jeitosas…”


Histeria do meu NÃO aos homens


Coelha*

A minha cabeça anda longe… Muito longe. O corpo pede a cabeça para andar… Mas os meus pensamentos insistem em andar no infinito do improvável.
O meu Ex. (que Deus o tenha lá no seu dia-a-dia) sempre me disse: “És uma eterna apaixonada, só consegues ser feliz assim!”, pois isto é normal, visto que ele é que era o racional da relação, enquanto eu não… Vivia feliz com as nossas coisas impossíveis! E pronto, a relação que construímos também deu asas a todas as loucuras que cometemos. Coisas difíceis de acontecer, vos garanto!
Depois com os problemas obscuros (que ainda hoje não consigo visualizar-me neles) tudo esvoaçou com o vento. Mas ficaram as boas recordações, não é verdade? Se me estás a ler aposto que te estás a rir com a cabeça a articular um SIM convicto (que Deus te tenha no teu dia-a-dia). E ficamos amigos é o que se quer de um fim de uma óptima história. =)
Nunca gostei de viver de estereótipos, e de fazer o que os outros fazem. Gosto de ser especial e diferente. E bem ao mal eu sou assim.
Sou sim uma eterna apaixonada pela vida, por tudo de bom que esta me pode proporcionar.
E a minha cabeça anda longe, lá nos sonhos improváveis. Mas para ser sincera, quanto mais improvável mais piada tem.
Sonhadora já fui mais. Mas continuo a ser uma chorona. Emociono-me com o mundo, com o que este tem de belo e de mais feio.
Penso todos os dias nas pessoas que possam estar a sofrer, enquanto eu exibo os meus sapatos e durmo na minha cama quente e confortável.
Não consigo viver sem me esquecer de todos, feitos exactamente dos mesmos ingredientes que eu, que possam estar a viver em condições desumanas, aterrorizados com a vida, enquanto eu só não tenho o que não quero e o que me aterroriza são coisas demasiado supérfluos para terem verdadeiramente importância.
Não dá… É mais forte que eu. Sempre me imaginei no meu auge a ajudar os que mais precisam. Aqueles que precisam verdadeiramente, de um abraço e de um beijo!
As crianças meu Deus, comovem-me tanto!
Dava metade da minha vida, para viver num mundo onde pudesse adormecer com a certeza que naquele momento não haveria ninguém, com fome, a ser violentado e a morrer em condições bárbaras.
Digo isto do fundo do meu coração!

Sem mais me despeço, a choramingar como é claro…

Histeria da contradição

Coelha*

Já ouviram falar de amores platónicos?
Aquele amor que não passa da fantasia e da idealização? Eu tenho um assim… Que por vezes adormece, outras acende de uma forma inexplicável. Não morro por ele. Mas adoro senti-lo! O amor, como é claro. Porque nunca passou disso. É o desejo que sinto por algo que nunca vou possuir… Nem quero.
É um amor, que não se aproxima, nem nos toca. É feito de fantasias e idealização. O amor constrói o ser perfeito capaz de assumir todas as qualidades.
Simplesmente faz-me bem tê-lo. Vê-lo nas minhas imagens secretas que só eu as vejo. E saber que tu me vês exactamente da mesma forma. Sem nunca nos termos tocado.
Não quero que seja um amor que se concretize. Prefiro senti-lo assim, umas vezes mais intensamente que outras… Porque me faz sentir viva.
Estás longe, e isso faz com que exista toda aquele turbilhão de sensações quando penso em ti.
Mas a verdade é que me conheces melhor que ninguém, tal como eu te conheço.
E espero que seja sempre assim.
Como dizia Platão, tu fazes parte do meu mundo de ideias, onde tudo é perfeito e eterno. Não fazes nem nunca farás parte do meu mundo real, finito e imperfeito. Da cópia mal acabada do meu mundo ideal.

Histeria secreta

Coelha*

Olá meus queridos. Como correu o vosso dia?

(Só para meter nojo!)

Esta semana estou de férias.

Férias = Roncar até tarde;
Férias = Demorar um tempo infinito para me arranjar;
Férias = Banhos demorados;
Férias = Não fazer nenhum/ Fazer o que me apetecer.

E hoje foi assim. Decidi ir até à baixa ir dar uma olhadela aos saldos e estive” vai não vai” para comprar um vestido novo.
Mas visto que ontem já comprei um, e mais umas tretas tive de me aguentar.
-“Coelha, que estás a fazer da tua vida? Tu não és, uma consumista compulsiva! Vai mas é passear para outras bandas!”
E foi isso que fiz, para não cair mais na tentação. Só que por azar, e como a minha vida roça a má sorte, tive logo de passar por uma perfumaria em liquidação total, com tudo a 50% de desconto.
-“Coelha, tu não aguentas. Entras, mas é só para dar uma olhadela.”

Coelha: “Bom dia, ainda tem o Chance?”.
Senhora: “Não menina. Já só temos estes perfumes aqui.”
C: “Então não, obrigada. Mas podia-me dar aqui uma ajudinha com estes produtos?”

Não é que já não tivesse o Chance em casa, mas se ainda tivessem o perfume a 50% trazia logo o stock todo à mulher, porque valia sempre a pena. Mas como não tinha, aproveitei para trazer uns produtos que eu adoro.
E foi assim. E agora até saia, mas como estou numa de deixar a preguiça se apoderar de mim, vou tirar o meu vestido super lindo que comprei ontem, tomar um banho e vestir um pijama super piroso mas quente. Botija nos pés e toca a ir ressonar para a minha almofadinha tão macia.
Um bom dia de trabalho para todos. É o que vos desejo para o dia de amanhã.
Que eu, só fico operacional lá para as onze.

Histeria da preguicite aguda

Coelha*
Hoje tirei a manhã para arrumar os meus bens preciosos. Estive a ver os que já não queria e a por direitinhos os que continuam a alegrar o meu coração mole.
E então aqui está o resultado final dos que ficaram. Os meus sapatos, botas e botins de inverno.





Digam lá se não são maravilhosos todos juntos!
Sou uma gaja orgulhosa do seu calçado e completamente babada por todos eles.


Esta foi a minha nova aquisição. Eu não precisava, mas merecia. Entendem a diferença?
Pois eu sou assim… Não consigo resistir…

Histeria da minha futilidade preferida

Coelha*

Tenho um colega que todas as tardes nos contempla assim…


-Booooaaaaas…. Tardes.”.


O “Boas” é dito a alto e a bom som. O “Tardes” vem assim de fininho como quem não quer a coisa e depois de um intervalo de silêncio.
Acho piada, porque quando é para dizer “Bons dias”, simplesmente já não tem vontade, vai-se lá saber porquê…
Coisas de um verdadeiro macho!

Histeria de observação

Coelha*

Hoje ouvi uma conversa paralela no metro muito interessante. Um grupo de rapazes comentava alguns traumas femininos.


- “Mas algum homem escolhe uma mulher pela vagina? As mulheres às vezes são parvas!”.


Fiquei a pensar nisto…
Cheira-me que ainda vai pegar moda as mulheres se apresentarem aos homens da seguinte forma:

“Olá eu sou Carolina come na Colina, tenho 20 anos e tenho uma vagina assim” – E toca a mostrar a foto do seu bem precioso…

Vou ali dentro preparar a minha vagina e pô-la toda pimpolha para a foto… Eu já venho!
Este mundo, senhores… Este mundo…

Histeria Feminino-Vaginal


Coelha*

Sabem quando é que eu fico mesmo, mesmo, mesmo com vontade de me rir?
Quando tenho vontade e não posso… É que não consigo conter, é mais forte que eu!
Podem mandar vir quem quiserem…
Mandem vir o Sócrates, a tia das couves, o Sampaio, o Manuel Luís Goucha (ok, com este não ficava com vontade de me rir, mas sim de chorar de tão ridículo que é), ou até mesmo o Papa! Que se eu estiver com vontade de me rir, não me vou conseguir controlar… E quanto mais tento, mais me engasgo de tanto rir.
Hoje foi um dia em que isto me aconteceu várias vezes…


Histeria galhofeira


Coelha*
Sim querida colega... Hoje está especialmente calor para estares com a janela toda aberta para trás.
Quase que nem se sente a corrente de ar... Deixa estar assim que está bem...

Dasss

Coelha*

Ainda estou a acabar de limpar os restos de baba, que me continuam a cair pela beiça abaixo.
Tudo isto devido ao que me foi dito, numa reunião que tive hoje.
Elogiaram o meu trabalho, e o meu chefe ainda me disse, que gostava de me ter lá de novo, a trabalhar naquela equipa.
Bem, eu em vez de agradecer fiquei parva a olhar para ele com um sorriso estúpido e o meu coração começou a bater a mil à hora. Fiquei sem palavras… Tudo aquilo, dito em frente aos meus colegas de trabalho e da Big Boss da Empresa…
Há coisas muitíssimo boas que podem fazer por nós. E até nos podem encher o ouvido com 1001 elogios. Mas hoje, tive a prova que não há nada que nos dê tanto prazer, como ouvir elogios relativamente ao nosso esforço e trabalho, e vermos que fomos úteis e que até vão sentir a nossa falta.
Posso ter dado o litro naquele espaço, e ter feito por evoluir. Mas acho que todos eles fizeram muito mais por mim.
Ganhei experiência, trabalhei numa grande empresa de bom nome, conheci pessoas fantásticas que me fizeram aprender. Coisas, que só a prática nos ensina.
Sinto-me de certa forma realizada e bem mais adulta.
O estágio acaba na Sexta-feira, e a vontade de voltar às aulas não é muita. Espero conseguir poder fazer o meu estágio final naquela empresa. Porque eu sei, que tenho mais para dar, e também sei que todos eles têm muito mais para me ensinar.


Coelha no auge da realização


Histeria devido à baba convencida

Há dias que são para esquecer...

Há dias em que a vontade é de me atirar de uma ponte abaixo...

Há dias que não deviam existir...

Há dias que deveriam servir para aprendermos, mas hà dias que parece impossível...

Há dias em que a vontade é nula...

E há dias em que não me consigo perdoar por ser tão burra!


Felicidade para mim! Os outros que se fodam!

É o que eu desejo...


Há dias... E dias não são dias... Quem sabe amanhã...


Histeria de neura


Coelha*

Um excelente 2010 para todos!


Desculpem a ausência. Eu sei que muitos de vocês já nem conseguem comer, com a tristeza que sentem por passarem por esta casa e não lerem novidades…
Eu compreendo, mas eu voltei, não comentam loucuras!
Contem-me como foi a vossa passagem de ano, quero saber de tudo!

Cá para nós, aqui a Coelha tem umas datas que simplesmente repugna. E segundo o que os “normais” (ou não) dizem, eu demonstro um distúrbio psíquico ao repugnar estas datas.
Ora aqui vai…


Não suporto festejar os anos. Não me perguntem porquê, porque eu não tenho razões suficientemente válidas para fazer com que entendam… Mas basicamente resume-se ao facto, de não gostar de ter muita gente a falar comigo ao mesmo tempo. E sempre que festejo os anos com os amigos é isso que acontece. Quando dou por mim, os todos se estão a divertir na MINHA festa de anos, e eu estou stressada a tentar dar atenção a toda a gente… Não! Para mim festas de anos acabou… Prefiro passar sozinha a fazer retrospectivas.


Não aguento o dia dos namorados quando não tenho namorado. Ok, admito que todos possam sofrer do mesmo… Mas, digam-me, como é que se sentem, (os que estão sozinhos) vendo os outros a marcar noites em motéis, jantares românticos e as trocas de prendas ãh? É verdadeiramente triste.


E outra data que odeio é a Passagem de Ano. Há uma sensação estranha, que se apodera de mim a todos os 31’s de Dezembro, e que se alonga até dia 1, 2 de Janeiro. Que é uma sensação de falhanço. Não sei porquê, mas começo-me a lembrar de toda a merda que fiz no ano, e quantifico quanta dessa merda consegui solucionar, e como o saldo dá sempre negativo eu começo-me a sentir mal. Então vejo o ano a acabar, sem ter resolvido tanta coisa… E sinto-me mal. Sempre mal. E normalmente entro em cada ano novo, com uma sensação tão negativa em relação ao passado que não consigo ter boas perspectivas relativamente ao novo ano.
Este ano já tinha decidido que ia passar em casa para poder adormecer cedo e passar rapidamente a noite. Mas depois de tanta insistência e combinações lá fui eu.
Foi óptimo, junto dos meus amigos todos, fora a parte que a Coelha bebeu uma garrafa e meia de Amêndoa Amarga que fez com que lá para as oito horas da manhã estraga-se a diversão de todos com vómitos, chás, e já não me lembro bem mais do quê. Quando cheguei a casa já era quase meio dia, e tive de entrar em casa aos S’s .A tropeçar nos meus saltos altos, com a minha mãe aterrorizada a olhar para mim “Estás bêbada?” e lá tive eu de admitir que sim, pela primeira vez em toda a minha existência “Sim Mã, estou bêbada e abre-me a cama que eu estou com a cabeça a arrebentar!”.
E foi assim, começou tão bem e acabou tão mal…
Fora a parte de ter estragado o resto da noite a toda a gente, fiz com que o meu dia 1, fosse dos melhores de sempre e porquê? Porque estive o dia todo a dormir!
E pronto, está prometido que não me vou ausentar mais. Limpem as lágrimas que a Coelha está de volta.

Histeria da Coelha

Coelha*

Meus amigos, meus companheiros, meus queridos!
Hoje o dia correu-me bem… Assim mesmo, mesmo bem!
A empresa teve uma surpresa positiva, e aqui a estagiária também esteve na origem do trabalho que deu como resultado um “presente”.
Não vou estar a explicar no que consiste, porque para a maioria de vocês vai parecer chinês, mas todos entendemos que quando trabalhamos numa coisa que traz benefícios para a empresa onde nos encontramos é sempre gratificante e bom.
A Coelha queimou o cérebro a olhar para o computador mas valeu a pena.
Pronto já vou poder acabar o meu estágio assim com uma sensação, inexplicável de que evolui, conheci pessoas fantásticas, e até me saí bem no que fiz, apesar de no início ter entrado em pânico.
Sou uma gaja com sorte… Está visto!

Histeria profissional

Coelha*
Tenho de agradecer à Só Avulso por todos os selinhos que me passou...

Vamos começar então...









Passo todos estes selos a todos os meus seguidores que vierem cá à minha Histeria e os virem... Podem pegar e levar!

Mais uma vez um grande obrigada à minha amiga Só Avulso! Beijinho enorme!

Histeria de realização

Coelha*


Quero que as pessoas que só sabem chatear?
Que vão todas para o inferno! Para não me levarem a mim! Há gente que nos tira do sério!
Foda-se…
Gente mesquinha, que só se importa com coisas que não devem… Passam a vida a queixarem-se que a vida delas é difícil, são sempre umas coitadas e desgraçadas na vida, quando não são!
Essas pessoas deviam borrar a cara de merda, e ir passar umas férias para certos sítios do mundo onde há pessoas a morrer subnutridas e que nunca conheceram outra realidade senão dormir ao relento!
Mas que nojo!
E o mais giro, é que há gente que aplaude e acha o máximo.
Tanto cansaço meu deus, tanta arrogância, estão tão mal com o mundo… Quando mais sorte era impossível!
Há gentinha muito otária!

Tenho dito!

Histeria de repugna


Coelha*

Há alturas em que os “inho’s” e “inha’s” eram tão desnecessários. É que esse “inho” deu-me cá uns enjoos, que por momentos pensei que deitava cá para fora todo o bacalhau delicioso do jantar, que tanto dinheiro custou ao meu Papi Coelho.
Se o “inho” estivesse naquele momento comigo, com as contracções musculares que fiquei no meu braço direito, vai-se lá saber o porquê… Acho que levava um valente de um sopapo nos dentes!

Histeria de todo um roer de unha, devido ao nervoso miudinho

Coelha*
A Maresia das Sensações

Uma coisa era certa, não haveria de voltar àquele sítio, não queria problemas.
A imagem daquele homem, surgia-lhe na cabeça, e tentava encontrar algo que lhe transmitisse interesse, mas era impossível. Aquele ar de homem desleixado, aquela arrogância… E o facto de ele saber que agora costumava ir àquela praia a deixava desconfortável. Não poderia voltar a fazê-lo. Pelo menos tão cedo.

...

Naquela noite ia sair para se divertir com o seu grupo de amigas. Decidiram marcar uma saída só de mulheres. Mas Maria, tinha a perfeita noção que aquela condição não passava de pura solidariedade da parte delas.
Ela era a única que não tinha companheiro, e isso fazia com que muitas vezes recusasse convites, porque não se sentia muito bem ser a única do grupo que se encontrava sozinha.
Então as amigas, decidiram marcar alguma coisa que não metesse homens à mistura, para a Maria se sentir mais à vontade, visto que a vida dela não era propriamente divertida e feliz.

Arranjou-se o máximo que pôde para se sentir bonita. Como mulher que era, adorava se produzir simplesmente para se sentir bem. Maquiou-se, vestiu a roupa que achava que mais a favorecia, calçou uns sapatos de tacão alto e saiu na esperança de ter uma noite divertida com as suas mais que tudo.

Jantaram juntas, e riram-se bastante com as coisas boas e más da vida. Era esta capacidade de se rirem dos problemas que a mais encantava. Não traçava as suas amigas por nada no mundo.

- E se fossemos até àquele bar beber umas Caipirinhas? – Disse a Sofia entusiasmada.
- Ai sinceramente… Queria era ir para a cama! – Resmungou a Maria enquanto suspirava.
- És uma chata Maria. Vamos todas sair como combinado! – Ordenou a Raquel.
Até que a Maria se convenceu. – Ok. Vamos a isso então.

Na viagem as amigas iam falando de uns homens interessantes que conheciam nesse bar. A Maria entendia perfeitamente, que esses amigos estavam destinados para ela. Mas mesmo não achando muita piada à conversa, ia-se rindo com os comentários.
Quando entraram no bar, lá estavam os dois amigos sentados numa mesa, com a cabeça virada para a entrada como se ansiassem já a chegada.

- Ali estão eles, vês Maria? São aqueles! – Comentou a Raquel enquanto lhes acenava com a mão.
- Sim estou a ver, mas não vamos para aquela mesa pois não? – A Maria apesar de saber a resposta, fez a pergunta com a esperança de ouvir o que não esperava.
- Mas é claro que vamos! Diz lá se não são lindos! Então o Rodrigo, é o sonho de qualquer mulher! – A Raquel demonstrava estar entusiasmada.

Entretanto chegaram à mesa sem a Maria ter mais hipótese de dizer que não.

- Boa noite! Cá estamos como prometido. – Disse a Raquel com um sorriso rasgado.
- Boa noite meninas. Já que não nos apresentas eu sou o Rodrigo. Muito prazer. Tu deves ser a…
- Maria. – A Maria não estava com cara de grandes amizades.

Cumprimentaram-se todos, e não descoraram das apresentações. Depois de já estarem sentados o Rodrigo corta o silêncio – Pois é Raquel, a tua amiga é lindíssima como já me tinhas dito.
- Eu não te disse? Só tenho amigas bonitas!
- Obrigada pelo elogio, mas agradecia que não falassem como se eu não estivesse presente. – Respondeu a Maria com um quê de arrogância.
- Não lhe ligues Rodrigo. Ela queria ir para casa… - Interrompeu de imediato a Raquel.
- Porquê?
- Estou cansada, só isso… E além do mais, desculpem mas acho que vou indo. Estou mesmo a precisar de descansar. Voltamo-nos a ver um dia por aí, ok?
- Mas já vais? – Disse a Raquel com cara de chateada.
- Vou sim. Acompanhas-me até à porta?

A Maria despediu-se de todos e foi-se dirigindo à saída, enquanto puxava a Raquel por um braço.

- Raquel, eu quis vir sair com vocês! – Desta vez falou num tom mais alto.
- E não estamos todas juntas? Que infantilidade, o rapaz é simpático! – Respondeu de imediato.
- Mas não me devias ter perguntado se eu estava com vontade de conhecer um “rapaz simpático”?
- Não vale a pena chatearmo-nos. Amanhã eu ligo-te…
- Sim. Até amanhã.

A Maria estava chateada principalmente consigo mesma. Não tinha verdadeiramente qualquer vontade de conhecer alguém. Pelo menos naquele dia. Estava à espera de ter uma noite descontraída com as amigas, e não tinha gostado da ideia, de terem marcado uma saída com uns supostos partidos para si. Tudo isto com a finalidade de que um deles lhe curasse aquela tão grave doença – Estar solteiríssima.
Olhou para as horas e era demasiado cedo para ir para casa, e como estava uma noite abafada de verão decidiu ir até à praia mais uma vez. Nem que fosse por pouco tempo, mas naquele momento não se sentia com vontade de se meter em casa.
Quando chegou, decidiu ir para o mesmo lugar, mas quando se aproximou reparou que estava um homem deitado no muro de barriga para cima e com as mãos por debaixo da cabeça.
Não faltavam pessoas a passear naquela noite fantástica. Decidiu aproximar-se mais e quando chegou bem mais perto, reconheceu o homem que lá estava acampado. Era o mesmo que a tinha perturbado naquela tarde, exactamente naquele sítio.
Por momentos hesitou. Não sabia se deveria se aproximar ou simplesmente dirigir-se a outro sítio. Mas como por impulso decidiu chegar-se mais perto daquele desconhecido.
Quando já estava do seu lado, tossiu, para dar sinal de presença.

- Por aqui? – Disse ele sorrindo.
- Ia perguntar o mesmo. Acha que são horas para estar deitado nesse muro, que em nada se assemelha com um colchão? – Retorquiu com uma expressão de gozo.
- Ai acha que não? Diz isso porque nunca se deitou aqui… Senão já tinha entendido o quão confortável pode ser este muro.
- Não me diga? Quem olha assim de repente, não tem essa percepção. – Desta vez tapou a boca para esconder a vontade de se rir.
- Está animada hoje. Quem diria que de tarde foi tão insuportável!
- Acha mesmo? – Torceu o nariz.
- Acho. E já agora vem de um casamento? Não se deve ter produzido toda, para vir até à praia ver se me encontrava. – Soltou uma gargalhada.
- O seu sentido de humor fascina-me sabe? Foi por isso que cá vim… Santa paciência! – Tentou demonstrar um ar sério.
- Quer se sentar? A minha casa é a sua casa… Por favor… - A sua mão apontava para o muro.
- Acho que vou aceitar o convite – dirigiu-se apressada e sentou-se num abrir e fechar de olhos.
- Então diga-me lá o que a trouxe aqui… - Perguntou, olhando com um ar sério.
- Uma história curta, mas que não me apetece falar sobre ela. – Falou baixinho.
- Resumindo, a noite não correu bem?
- Exactamente isso! Já agora, quero que saiba que não costumo falar com estranhos e hoje depois de ter saído daqui, fui pelo caminho a acha-lo verdadeiramente ridículo. Mas agora depois de cá ter chegado e de o ter visto aqui, não resisti em falar-lhe. – Falou apressadamente como se quisesse dar uma explicação convincente.
- Agora conseguiu ver o quanto interessante eu sou… Eu entendo-a! Costuma acontecer sempre isso, com todas – Olhou em direcção ao mar e começou-se a rir. – Já agora posso-me apresentar?
- Não, não é preciso. Podemos falar sem nos conhecermos? Formalmente. Nome, idade, profissão… Preferia assim…
- Como queira desconhecida, que assim seja. Mas só mais uma pergunta. Deve ter quase a mesma idade que eu… Porque não deixamos de lado o “Você “ e não passamos a tratar-nos por Tu?
- Combinado. Estás contente? – Esboçou um sorriso.
- Assim está bem melhor.
- Não te importas de não falarmos mais?
- Queres que te deixe sozinha? – Disse ele com um ar de desilusão.
- Não, não! Fica comigo, mas não me apetece falar. É só isso…
- Sim, pode ser.


(continuação)

Histeria só minha

Coelha*

A Maresia das Sensações


Levantou a cabeça e olhou para a mala, “Vou lá fora fumar um cigarro”. Pegou nas chaves e bateu a porta do carro.
Começou a andar em direcção à praia, enquanto ia acendendo o cigarro. Depois de uma puxada de fumo, a partir do seu melhor amigo, fechou os olhos por segundos e sentiu o cheiro alucinante da maresia.
- “Estou viva.”.
Quando chegou à praia sentou-se no muro que delimitava a zona balnear do passeio, e terminou de saborear o cigarro.
Agora ali parada, começou a observar melhor o que a rodeava. Conseguia entender a importância daquele mar, e era bom ver as pessoas saírem da praia, contentes e a sorrir, tudo aquilo era mágico. Todos aqueles momentos aparentemente tão simples e básicos faziam toda a diferença na vida de um ser humano que tem os seus afectos.
Pôs-se a pensar novamente, que já tinha tido momentos assim, que apesar de no momento em que os viveu ter sentido uma felicidade imensa, nos momentos a seguir, se calhar esqueceu-se com facilidade do verdadeiro valor que estes tinham.
O ser humano era assim. Dava valor ao que não tinha e às coisas do passado. Já tinha chegado a essa conclusão. À bastante tempo. Mas na verdade, quando avaliava bem o seu dia-a-dia, via com clareza que não existia nada que a motivasse, a não ser o seu trabalho.
Olhou para aquele areal, e pôs-se a imaginar tudo que já tinha vivido sobre ele. Tudo à sua volta continha uma história, tudo. Mas estar ali naquele fim de tarde representava para ela um grande avanço. Conseguiu sair, conseguiu enfrentar o mundo sozinha, sem ser com um ombro amigo do lado, e isso deu-lhe um certo poder interior e uma sensação inconfundível de libertação.
Não significava que não continuava a viver atormentada com os mesmos assuntos, mas já não vivia tanto em função deles.
Ficou ali, por uma hora a organizar as ideias. Depois disso quis voltar, porque queria jantar em casa. No caminho até ao carro foi a cantar e a olhar para o céu com um olhar esperançoso em relação ao futuro. Agarrou uma madeixa dourada do seu cabelo, e passou-o pelo nariz e sentiu de imediato o odor do mar impregnado. Sorriu.

Chegando a casa, decidiu pegar nas velhas recordações todas e encaixota-las. Aquele passado tinha de morrer ali, e caso isso continuasse a ser praticamente impossível, não haveria de ter nenhum objecto com ligação às lembranças ao seu alcance.
Em seguida tirou a roupa e entrou no duche. Ficou ali uns bons minutos com a água quente a desenhar-lhe o corpo.
Sentia-se feliz, apesar de tudo que a chateava, e tinha a certeza que no dia seguinte haveria de ir novamente à beira mar, dar um passeio para aliviar a cabeça e purificar a mente.
Saiu do banho e olhou-se ao espelho. Observou o seu corpo, a sua pele, as suas formas e o seu rosto. Passou as mãos pelos cabelos e naquele momento lembrou-se que ainda era uma mulher jovem demais, para se resignar às tristezas da vida. Sentiu-se bonita, e capaz de ser desejada por qualquer homem do mundo. Menos por um. O único que ela desejava que estivesse por perto, o mesmo das suas lembranças persistentes.
Afastou os pensamentos, vestiu-se e foi jantar.




Tinha passado o dia a pensar se haveria de voltar àquela praia, e fazer desse momento um ritual diário. A ideia agradava-lhe mas a preguiça desmotivadora dizia-lhe constantemente um “Não”.
Acordou bem, e começou a pensar se a boa disposição estaria mesmo relacionada com o passeio do dia anterior.
Decidiu deixar os dilemas de lado, preocupava-se demais com coisas que não deveriam ter importância nenhuma. A verdade é que estava de férias e queria aproveitá-las.
-“Vou de novo!”.
Quando saiu do carro, voltou a repetir o gesto. Acendeu um cigarro, e tornou a fechar os olhos por segundos e sentiu mais afincadamente a vida.
Quando chegou à praia voltou a sentar-se no mesmo muro e praticamente no mesmo sítio que o da primeira vez.
Sentia a cabeça vazia, e não haveria nada melhor que isso para aquela mulher que passara tanto tempo com os mesmos tormentos.
A sensação dos cabelos a esvoaçar com o vento, era inconfundível e até o arrepio na pele que este lhe provocava era demasiado delicioso para a incomodar.
Enquanto saboreava aquele momento, os seus olhos foram atropelados pela visão do homem que se sentou do seu lado. Observou-o por cima do ombro com um olhar desconfiado e um pouco ou quanto de desprezo.
Tornou a olhar para o mar, mas a curiosidade levou-a de novo para aquele homem que se sentou perto demais de si, visto que o que mais queria naquele momento era se sentir só, mesmo sabendo que centenas de pessoas passavam à sua volta.
Então viu-o a tirar um livro da mochila de uma forma apressada e até nervosa, e nesse momento ocorreu-lhe logo um pensamento “Há pessoas muito estranhas”.
Aquele homem tinha a barba por fazer, uns calções de praia encorrilhados, e uma tshir-t com aspecto de já ter corrido várias gerações.
Não sabia bem o porquê mas gostava de observar os outros, nunca o fazia com maldade. Mas desde do tempo que mal conseguia juntar as letras que adorava observar as pessoas e tentar imaginar os seus gostos e os seus problemas.
Quando se pôs a pensar nestas coisas, nem deu conta de onde andavam os pensamentos e que na verdade continuava a olhar para aquele homem, mas no fundo nem o estava a ver. Só se deu conta, quando o desconhecido interrompe o silêncio.

- Precisa de alguma coisa? – Resmungou ele, com um sorriso estranhamente não identificável, se seria bom ou mau.
- Não, não. Porque haveria de precisar? – Maria respondeu nervosa, e um pouco envergonhada. Olhou de imediato para o mar.
- Olhe simplesmente porque quando olhei para si, estava fixada a olhar para mim. Por momentos até achei que tinha alguma coisa de errado. – Soltou uma gargalhada.
- Tem muita piada. Mas aviso-lhe desde já que mesmo que tivesse, eu não iria reparar. – Começou a bater o pé com nervoso miudinho que lhe invadia a perna.
- Peço desculpa. Perdeu alguma coisa por aqui?
- Desculpe? Não me diga que a praia é sua, se estiver incomodado retire-se. E caso não o faça, não se preocupe que sou eu quem o fará. – A perna começou a bater com mais força.
- Calma! Só perguntei porque ontem também a vi por aqui. E como hoje tornei a vê-la, achei estranho.
- Hum, não é normal, as pessoas virem ao mesmo sítio duas vezes? Pelos visto não fui a única.
- Pois, mas se está a falar de mim eu já o faço à muito tempo. E devido a isso, como pode calcular já controlo quem por cá passa. – Soltou uma gargalhada.
- Interessante. – Chateada não voltou a olhar para o estranho.
- Desculpe. – Disse-o num tom mais sério.
- Hum, hum. Bem vou-me embora, com licença.
- Até amanhã...

Começou a andar em direcção ao carro de uma forma acelerada e estava a pensar na estupidez daquela pessoa que teve de interromper-lhe o silêncio, - Até amanhã? – Pensou ela. Só podia estar doido. Apesar do seu aspecto duvidoso, a forma como falou não lhe transmitiu nenhuma segurança.


(continuação)


Histeria Só Minha


Coelha*


Minha Gente:


Peço desculpa pela ausência, mas esta semana foi andar sem parar, e foi-me completamente impossível disponibilizar algum tempo para o meu blogue.
Então aqui vai a discrição destes meus últimos dias:


Sexta-feira:


Tive o já tão esperado jantar de natal lá da empresa. Foi simplesmente fantástico, superou em quantidades exacerbadas as minhas expectativas.
Para começar, fartei-me de rir. Depois quem é que fica sentado à minha frente? A Boss das Boss’s lá daquele império. Ninguém estava à espera que ela aceitasse o convite, mas a verdade é que apareceu, e tinha logo de se sentar bem à minha frente.
Confesso que nos primeiros momentos fiquei assim um pouco “apreensiva” com a situação, mas passados uns minutos ela começou a falar comigo, no início sobre trabalho, mas posteriormente já estávamos a falar da vida num à vontade que só visto.
Quando acabou o jantar ela teve de ir embora, e fui bombardeada de perguntas “O que vocês tanto falavam?”.
Continuamos na conversa aproximadamente até às duas da manhã. Estava tudo muito animado. Até que chega o momento de sairmos do restaurante e começam a dizer que iam todos até um barzito. A Coelha como tem umas obrigações ao Sábado que a fazem levantar cedíssimo (para um Sábado), expliquei-lhes que já era tarde e não podia ir. Quando o engenheiro ouviu isto (o tal todo jeitoso e super apetitoso que a Coelha se derrete toda), agarra-me pelo braço “Tu vens comigo, não saio daqui sem ti!”
Eu: “Não posso ir mesmo, palavra de honra. Fica para outra altura.”
Jeitoso: “Não, não. Já estava a contar que viesses comigo. E além do mais não és tu que mandas é o teu chefe! Engenheiro J.? Posso leva-la comigo? Não lhe faço mal, prometo!”
Engenheiro J.: “Claro que podes! Eu até estava a contar que ela viesse, ela que nem diga que não!”
Eu: “Hoje não me dá jeito porque tenho de acordar cedo. Numa próxima pode ser? Vais tu e divertes-te por mim.”
Jeitoso: “Hummm não posso insistir?”
Eu: “Não…”
Jeitoso: “Então conta com a próxima!”

“Ai Coelha, Coelha… Se não fosses mãe de filhos, e se não os tivesses em casa a berrar de fome até perdias a cabeça com aquele charmoso!”


Bem mudando de assusto…


Sábado:


Acordo de manhã e o que me vêm trazer à cama? Uma caixa de chocolates que me foram entregar a casa. Que coisa mais fofa. Nunca me tinham feito nada do género, até parecia uma cena de filme. Vinha com um cartão e tudo. Para não falar que o próprio chocolate tinha uma mensagem de quem o mandou “Beijo Doce”. Digo-te aqui mais uma vez, que amei… Achei lindo! Nem consigo comer… Vê tu bem! NVD? Um super beijo para ti!
Depois à noite, tive o aniversário de uma das minhas amigas do coração. Fomos a um restaurante comer umas lasanhas fabulosas, mas como sempre aquilo acabou “mal”. Porque quando nos juntamos todas, e se é para ir jantar? Mais valia irmos para um tasco fanhoso comer em mesas de madeira e em pratos de plástico. Agora num sítio como aquele, a rirmo-nos como umas perdidas com toda a gente a olhar para nós… É muito mau.
Bem ri-me tanto, tanto, tanto que até sinto a minha barriga bem mais tonificada, devido aos abdominais que fiz a rir-me. Para não falar que estou completamente rouca.
Ahhh, e também recebi umas cuecas de mãe natal, todas vermelhas, super sexy’s que dizem o seguinte na frente: “Kiss Me”.
Eu ainda lhes perguntei se aquilo era para eu vestir para a minha mãe, é que é uma pena vestir aquelas cuecas e não ter a quem mostrar ahahah
No fim, acabamos num bar do mais chulézento que existe, a beber uns baldes de Vodka Preta e a dançar e a cantar. E ainda torci o pé! Para acabar em grande….

Domingo:


Para a felicidade não ser demais, acordo da pior forma, com um pesadelo horrível, que só podia estar relacionado com o meu ex. Acordei a chorar sufocada, pareceu-me tudo demasiado real. Já não me lembrava de me acontecer nada assim. Desde que era mais miúda, em que acordava a chorar e a gritar pela minha mãe, e só parava quando ela me dizia que foi só um sonho, e que tudo estava bem. Mas desta vez tive de chorar sozinha, com vergonha por estar a chorar por aqueles motivos. Chorei sem parar durante uns dez, vinte minutos, depois quando consegui parar voltei a adormecer.
Almocei com a família. E isto de ter um irmão fisioterapeuta é um verdadeiro luxo. Porque ando cheia de dores na coluna, e ele fez me cá umas massagens milagrosas, para não dizer que me estalou com os ossinhos todos, mas a verdade é que me estou a sentir bem melhor.

Bem, ficou tudo explicado, pelo menos resumidamente.

Histeria de saudade da minha histeria


Coelha*
O meu querido Lagarto, que nos contempla com o blogue O Vácuo da Mente, lançou-me um desafio.
O desafio consiste em enumerara 5 arrependimentos. Aqui vai:

- Arrependo-me de ter deixado o ginásio, porque quando lá andava, não me sentia tão stressada.

- Arrependo-me de ter posto em causa os meus sentimentos, mesmo sabendo o que verdadeiramente sentia. Ainda hoje me pergunto, se aquela pessoa que agiu daquela forma era mesmo eu.

- Arrependo-me de não ter dito mais vezes, às pessoas que são importantes na minha vida, o quanto gosto delas.

- Arrependo-me da forma agressiva como às vezes falo, para quem não merece. Mas ando sempre com os nervos à flor da pele, e arrependo-me sempre logo no momento a seguir.

- Arrependo-me de não ter aproveitado mais certos momentos da minha vida. Porque se não o fiz, é porque vivia na ilusão que iriam durar para sempre.

Vou passar o desafio a:
Só Avulso
poveirinha
MySweetDreams
Nevoeiro de Verão
Epidemia de Loucuras
In this silence
POST-IT AMARELO

Histeria pronta

Coelha*

A Maresia das Sensações

Era uma tarde de calor e muito sol. A Maria estava em casa, completamente enlouquecida com o calor. Não tinha com quem sair, apetecia-lhe ir comer um gelado e conversar um pouco, mas encontrava-se completamente resignada à solidão entre quatro paredes. Logo naquele dia, onde todos dariam tudo para ter tempo como ela, para aproveitar aquele maravilhoso calor.
O que mais lhe custava, era habituar-se àquela nova, mas já velha fase da sua vida. Sentia-se particularmente só, mas principalmente uma solidão interior.
A verdade é que sair sozinha não a agradava. Não sabia muito bem o porquê, mas o facto de caminhar sozinha pela rua, sem nenhum destino pré-definido, fazia com que se sentisse alvo de curiosidade por parte de quem passava e a observava.
Depois de ter fintado o sol pela janela uma dezena de vezes, decidiu que naquele dia iria sair, custasse o que custasse, independentemente do seu desânimo, dizer-lhe para não o fazer.
Não fazia sentido ficar trancada, enquanto a vida corria lá fora.
No relógio estavam marcadas dezassete horas em ponto. Segundo o que este número representava, deveria ser demasiado tarde, para fazer um passeio. Mas o sol que se tardava a fugir, convidava-a consecutivamente a sair, e estava difícil recusar o convite.
Calçou umas sandálias. Pegou na mala, as chaves e saiu.
Depois de entrar no carro, ficou durante uns segundo a tentar pensar num sítio onde lhe apetecesse ir.
-“Praia!”.
Rodou a chave e seguiu. Na viagem, começa a visualizar todas aquelas imagens que a perseguiram e continuavam a perseguir durante aqueles anos todos. As mesmas vozes, as mesmas personagens, os mesmos cenários… Os mesmo porquês. Mais uns minutos perdidos no vácuo das lembranças, mágoas e dilemas.
Apesar de já ter decidido, que o passado já teria sido arquivado por ela, na estante das suas memórias não aconselháveis a ser recordadas, os seus pensamentos persistiam em leva-la sempre para aquele mundo, para aquela vida passada.
Não sabia mais o que fazer para contrariar aquela realidade, e já se fartara de ouvir sempre o mesmo conselho, “O tempo cura tudo”, afinal de contas nem o tempo a favorecia.
Aquele passado começava a ser torturante, e só queria encontrar soluções para o esquecer de vez.

Estacionou o carro e deitou a cabeça no volante. Começou a ouvir os risos estridentes das crianças, mas não tinha vontade de observar nada.


(continuação)


Histeria só minha


Coelha*

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