
Tornaste-te no meu príncipe.


Hoje, estava eu a fazer o meu humilde trabalho, quando sou interrompida pela seguinte notícia – não foi assim textual, mas era este o conteúdo – “Uma possível medida do Governo, passará, por colocar os beneficiários do Rendimento de Inserção Social, juntamente com os reclusos, a limpar as matas.”. Comecei-me a rir às gargalhadas, como uma parvalhona, e não consegui ouvir o resto.
Isto é mesmo verdade? Respondam-me, porque se for, já tenho assunto para os próximos tempos.
Histeria da novidade incógnita
Coelha*


Eu e os outros. É assunto, que dá pano para mangas.
Passei a minha vida, a mudar a minha forma de ver os outros e a forma de ver as coisas. Passei a minha vida a chorar pelo que não tinha e a tratar mal o que tinha, inconscientemente. Passei a minha vida, a arrepender-me das injustiças que cometi com os outros e nunca com as injustiças que cometeram comigo.
Na realidade, sempre tive uma visão muito auto-crítica, que me fazia ver com muita clareza os meus erros, mas com dificuldade, eu interiorizava os erros dos outros.
Sei que sou de trato difícil, e admito que já cometi muitas falhas que me fizeram chorar lágrimas de sangue, mas acho que já chorei o suficiente.
Tenho algo em mim, que me penaliza por cada erro que cometo. Ou seja, eu acho que devo sofrer e pagar pelas coisas erradas que faço, e sofro e pago com o meu total consentimento.
Fico na merda, e deixo-me estar assim… sem esperança que as coisas mudem.
Como se a minha auto-penalização me fizesse acreditar, que assim, talvez um dia eu voltasse a merecer a sorte, que recusei com as minhas falhas.
A minha avó diz, que esta minha forma de ver as coisas, só demonstra, que não sou má de todo. Mas nunca entendi muito bem, o que significava esta minha obrigatória maneira de agir.
Afastei-me das minhas penitências há pouco tempo. Decidi ser feliz e aproveitar a oportunidade que a vida me deu novamente. Continuo-me a questionar se a mereço, ou se não passa de uma rasteira da sorte, para me fazer querer que estou bem, e em seguida me penalizar mais um pouco.
Mas independentemente do que isto significar, eu não faço intenções de recuar para sofrimentos passados, pois esses, já são casos mais que perdidos.
Hoje em conversa com o “meu” patrão, ele disse uma coisa acertada “A vida é um filme que é gravado à primeira. Não há hipóteses de ensaio e de repetição. Cada decisão condiciona o desenrolar do mesmo. Não adianta de nada, ficarmos a pensar no porquê das acções, se não as podemos mudar. “.
Não podemos mudar o passado, mas podemos sempre não repetir acções do passado no futuro, e eu não quero tornar a minha vida num ciclo vicioso.
E por hoje é isto…
Histeria do meu parecer
Coelha*


No sábado já andei com as meias acima do joelho, e é acontecimento a repetir, porque achei o máximo.
A mãe Coelha deu-me uma série de meias. Como já disse aqui, há que aproveitar a onda de caridade, não vá ela decidir cortar-me as asas.
Ficou giro não ficou??
E os botins? Não são bonitos? Outra prenda da mamã. A qualidade da imagem não é das melhores, e como estes ainda não são parte integrante do site da Zara, vai ter de ficar esta foto.
E é isto!
Histeria do histerismo feliz
Coelha*

Como é que neste país de cabrões, ainda há coragem, de se falar em planos de austeridade - que só prejudicam o pequeno - quando se continuam a oferecer milhões! Milhões esses, que são provenientes do suor dos poucos que trabalham neste país, que são simplesmente oferecidos por simpatia a corruptos, que se aproveitam desta história da crise, para sugar dinheiro público, para depois logo em seguida virem com pedidos de insolvência e mandar centenas de empregados para a rua?
Esta merda está-me a deixar louca! E os credores? Que se endividaram para cobrir os pedidos destas grandes empresas e que ficaram com uma mão à frente e outra atrás, estando agora em risco de abrir falência?
E os milhões que lá foram injectados do Estado? Já que não serviram para pagar aos credores e soldar dividas, para manter a empresa de pé, onde foram parar?
Esta gente não é presa?
Se eu for ali à mercearia da esquina e decidir roubar um pacote de bolachas e o senhor polícia me apanhar, leva-me para a choça, e esta gente continua a exibir sinais de riqueza depois deste buraco todo?
Quando é que alguém se revolta neste país? Quando é que esta gente é toda presa e bem punida por andar a brincar com a vida de tanta gente?
Estou a falar da empresa onde estagiei no ano passado, e ler as notícias dos jornais, e ouvir os relatos de todos os trabalhadores que vieram embora sem receberem os seus direitos, fico extremamente incomodada.
Se for pedir ajuda para abrir um negócio, põem-me uma série de entraves e a probabilidade de levar um Sim, é ínfima, e estes cabrões sacam 5 milhões de euros ao Estado, levam outras empresas à falência e não vão presos?
Não me venham com a história da crise, porque empresas com um historial destes, e com a montanha de trabalho que tinha, não ia ficar a dever 60 milhões de euros à banca e a credores desta forma.
É muito triste, é vergonhoso!
E mais nojento, é ligar a porcaria da televisão e ver o badolhoco do Teixeira do Santos a cuspir “Se vamos, subir os impostos, é porque o país necessita de receitas!”. Pois precisa meu F.D.P. precisa para muita gente continuar a mamar enquanto muitos?, cada vez têm menos trocos para contar.
País de porcos de merda! Estou com vontade de cuspir na bandeira e fugir daqui!
Coelha*
Estive a assistir um pouco, daquele programa que é uma espécie de Big Brother, mas que não se chama Big Brother para parecer diferente, mas que no fundo não deixa de ser a mesma merda e que agora se dá pelo nome Secret Story.
A TVI vai passar a ser um canal adicional? Daqueles que se tem de pagar um valor extra para podermos tê-lo na nossa lista de canais?
É que as meninas e os meninos que integram este programa, parecem mesmo que foram arrancados de um bar de strip, ou de uma editora de filmes pornográficos à força.
Que gente foleira e burra meu deus.
Portugal no seu melhor… como sempre!
Histeria das constatações realistas
Coelha*

Isto tudo, porque eu estou uma gaja reduzida à intolerância.
Não sou mais a Coelha tolerante de à uns anos, sorridente até à exaustão, que tentava medir as coisas que jorrava pela boca fora, que tentava compreender… e por aí em diante!
Hoje considero-me muito mais intolerante do que já era. Ora eu só posso concluir uma coisa…
Ou rodeio-me de pessoas com feitios completamente compatíveis com o meu – que eu sei que as há, pois já fizeram parte da minha realidade como Coelha – ou então só me resta uma coisa a fazer…
Enfio-me num meio do monte, e ponho-me a falar com as plantinhas até ao fim dos meus dias.
Que onda negra que anda em cima desta cabeça – peço desculpa pelo termo, mas vai ter de ser – foda-se! Foda-se, foda-se e foda-se!
De que me queixo eu?
Ando inquieta, completamente cheia de traumas a assombrarem-me a merda da cabeça!
Vou ali meter os dedos à goela para ver se alivio a tenção…
Coelha*