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Minha Gente:


Peço desculpa pela ausência, mas esta semana foi andar sem parar, e foi-me completamente impossível disponibilizar algum tempo para o meu blogue.
Então aqui vai a discrição destes meus últimos dias:


Sexta-feira:


Tive o já tão esperado jantar de natal lá da empresa. Foi simplesmente fantástico, superou em quantidades exacerbadas as minhas expectativas.
Para começar, fartei-me de rir. Depois quem é que fica sentado à minha frente? A Boss das Boss’s lá daquele império. Ninguém estava à espera que ela aceitasse o convite, mas a verdade é que apareceu, e tinha logo de se sentar bem à minha frente.
Confesso que nos primeiros momentos fiquei assim um pouco “apreensiva” com a situação, mas passados uns minutos ela começou a falar comigo, no início sobre trabalho, mas posteriormente já estávamos a falar da vida num à vontade que só visto.
Quando acabou o jantar ela teve de ir embora, e fui bombardeada de perguntas “O que vocês tanto falavam?”.
Continuamos na conversa aproximadamente até às duas da manhã. Estava tudo muito animado. Até que chega o momento de sairmos do restaurante e começam a dizer que iam todos até um barzito. A Coelha como tem umas obrigações ao Sábado que a fazem levantar cedíssimo (para um Sábado), expliquei-lhes que já era tarde e não podia ir. Quando o engenheiro ouviu isto (o tal todo jeitoso e super apetitoso que a Coelha se derrete toda), agarra-me pelo braço “Tu vens comigo, não saio daqui sem ti!”
Eu: “Não posso ir mesmo, palavra de honra. Fica para outra altura.”
Jeitoso: “Não, não. Já estava a contar que viesses comigo. E além do mais não és tu que mandas é o teu chefe! Engenheiro J.? Posso leva-la comigo? Não lhe faço mal, prometo!”
Engenheiro J.: “Claro que podes! Eu até estava a contar que ela viesse, ela que nem diga que não!”
Eu: “Hoje não me dá jeito porque tenho de acordar cedo. Numa próxima pode ser? Vais tu e divertes-te por mim.”
Jeitoso: “Hummm não posso insistir?”
Eu: “Não…”
Jeitoso: “Então conta com a próxima!”

“Ai Coelha, Coelha… Se não fosses mãe de filhos, e se não os tivesses em casa a berrar de fome até perdias a cabeça com aquele charmoso!”


Bem mudando de assusto…


Sábado:


Acordo de manhã e o que me vêm trazer à cama? Uma caixa de chocolates que me foram entregar a casa. Que coisa mais fofa. Nunca me tinham feito nada do género, até parecia uma cena de filme. Vinha com um cartão e tudo. Para não falar que o próprio chocolate tinha uma mensagem de quem o mandou “Beijo Doce”. Digo-te aqui mais uma vez, que amei… Achei lindo! Nem consigo comer… Vê tu bem! NVD? Um super beijo para ti!
Depois à noite, tive o aniversário de uma das minhas amigas do coração. Fomos a um restaurante comer umas lasanhas fabulosas, mas como sempre aquilo acabou “mal”. Porque quando nos juntamos todas, e se é para ir jantar? Mais valia irmos para um tasco fanhoso comer em mesas de madeira e em pratos de plástico. Agora num sítio como aquele, a rirmo-nos como umas perdidas com toda a gente a olhar para nós… É muito mau.
Bem ri-me tanto, tanto, tanto que até sinto a minha barriga bem mais tonificada, devido aos abdominais que fiz a rir-me. Para não falar que estou completamente rouca.
Ahhh, e também recebi umas cuecas de mãe natal, todas vermelhas, super sexy’s que dizem o seguinte na frente: “Kiss Me”.
Eu ainda lhes perguntei se aquilo era para eu vestir para a minha mãe, é que é uma pena vestir aquelas cuecas e não ter a quem mostrar ahahah
No fim, acabamos num bar do mais chulézento que existe, a beber uns baldes de Vodka Preta e a dançar e a cantar. E ainda torci o pé! Para acabar em grande….

Domingo:


Para a felicidade não ser demais, acordo da pior forma, com um pesadelo horrível, que só podia estar relacionado com o meu ex. Acordei a chorar sufocada, pareceu-me tudo demasiado real. Já não me lembrava de me acontecer nada assim. Desde que era mais miúda, em que acordava a chorar e a gritar pela minha mãe, e só parava quando ela me dizia que foi só um sonho, e que tudo estava bem. Mas desta vez tive de chorar sozinha, com vergonha por estar a chorar por aqueles motivos. Chorei sem parar durante uns dez, vinte minutos, depois quando consegui parar voltei a adormecer.
Almocei com a família. E isto de ter um irmão fisioterapeuta é um verdadeiro luxo. Porque ando cheia de dores na coluna, e ele fez me cá umas massagens milagrosas, para não dizer que me estalou com os ossinhos todos, mas a verdade é que me estou a sentir bem melhor.

Bem, ficou tudo explicado, pelo menos resumidamente.

Histeria de saudade da minha histeria


Coelha*
Não sei porquê mas apanho um montão de gente com o dedo enfiado no nariz, a achar que ninguém à volta vai reparar…
E depois metem o dedo, como se o dedo fosse um martelo pneumático, que pretende abrir uma cratera!
Quando assisto a estas cenas e quando as pessoas reparam, desvio o olhar porque ainda fico mais embasbacada do que o perfurador…
Mas hoje apetecia-me mesmo apontar o dedo e começar a rir-me... Do género “Ahaha! Oh porco? Estou-te a ver!”


Histeria de nojo

Coelha*

Ora meus amigos, amanhã acabam as minhas aulas (provisoriamente) e depois de uma semaninha de “férias” (venham elas por favorzinho), lá vou eu para o meu segundo estágio, que agora terá a duração de dois meses.

Admito desde já, que já peço aos deuses, que a nova empresa que me vão arranjar, não tenha um engenheiro/patrão/anormal/besta/bruto/parvalhão/aborto, tão simpático como tinha na última empresa onde estagiei… Que tinha uma forma muito peculiar e muito fofa para falar com os seus empregados…
“Vocês são um monte de merda!”

Acreditem, que se me arranjassem uma empresa, onde o patrão ao menos dissesse, “Vocês são um monte de excremento!”, já me sentia uma miúda feliz e verdadeiramente realizada, pois sempre é um vocabulário mais próprio para a posição que acarreta. E depois talvez passe a acreditar que a malta do norte (do norte, com muito orgulho alezz alezz) não é aquele povo brejeiro (como se houve por aí) que só diz palavrões, mas sim um povo que até a insultar, consegue-o fazer, com um certo nível sarcástico, mas bonito de se ouvir.

Depois do terror, que é tentar imaginar, qual será a próxima paragem/estágio da Coelha, pus me a ler o que tinha escrito e fiquei a olhar para a palavra excremento e a achar que ficava lindamente aqui. Então fui ver sinónimos, para ver se havia palavra mais gira que esta que significa-se exactamente o mesmo, e então encontrei: fezes, esterco, estrume, imundice, lixo e sujidade.
Depois disto, lembrei-me com mais vontade, de como aquela besta tratava os empregados…

Como devem imaginar, estou aqui a ferrar-me e com uma vontade imensa, de apanhar aquele animal e enfiar-lhe a cabeça num balde cheio de merda/excremento ou algo que o deixasse mesmo, mesmo na imundice!
Acho que me expliquei bem…

Histeria de espera...

Coelha*

Uma Aventura no Metro

E lá venho eu, falar das minhas aventuras no metro.
Sim, o metro do Porto, tem coisas óptimas e sabem porquê?
Porque é rico na diversidade de situações.
· Já apanhei, muitas Romenas, que me fizeram tapar o nariz e desistir da viagem pelo aroma no ar, demasiado apurado;
· Já apanhei, pessoas simpáticas, que começam a falar e é bom ouvi-las;
· Já apanhei também, pessoas, que não se calam com assuntos sem interesse e que conseguem aguçar a minha sonolência;
· Já apanhei, uma velhota que descobri à pouco, que já é famosa no Youtube e tudo, porque quando há jogos no Dragão a simpatia vem no metro a insultar agressivamente a equipa adversaria do seu amado clube (F.C.P);
· Já fiz amizades também. Há umas senhoras, que vêm sempre comigo, todos os dias, e então já se diz coisas do género “Bom dia menina”, “Muito sono?”, “Ontem não veio porquê?”, são umas queridas.

O metro, é mesmo uma animação.
Hoje vinha a ouvir uma estudante do ISMAI, a falar a alto e a bom som para as amigas, sobre a sua vidinha toda.
Contou também, que o avô estaria prestes a morrer. Passado uns minutos, o seu telemóvel toca e recebe a noticia que o avó realmente morreu…
Não chorou, nem ficou com uma expressão de tristeza, mas quanto a isso, criticas nenhumas, cada um tem a sua forma de lidar com a dor. O mais giro da situação, é que depois disto, diz o seguinte (continuava ao telefone): “Quando eu chegar, a urna vai estar fechada? Tu pede aos senhores para abrirem a urna, que eu quero ver o avó morto”.
Para completar, as três “amiguinhas” da personagem, iam com um ar muito preocupado perante a “amiga”, e mal esta sai digo eu ao meu colega: “Queres apostar que agora vão começar a falar mal da rapariga?”.
O que aconteceu? Não é preciso dizer pois não?
As mulheres são amorosas, queridas, docinhas, meigas…
Mas na verdade não passam na maior parte das vezes de umas falsas.
Há uns tempos atrás, eu diria que os homens eram melhores que as mulheres neste aspecto, porque os homens de antigamente não gostavam lá muitos das já conhecidas, “coscuvilhices”, mas não é, que estes sacanas gostam de acumular defeitos?
Actualmente vemos homens, tão ou mais falsos que as mulheres…
Fantástico.
Agora quem é melhor?
A minha gata. Sempre não me chateia com essas coisas e ao deixar eu pôr-lhe a mão, acalma-me o stress.

Obrigada minha fofa!

Histeria psicológica a atirar pró sem nexo…

Coelha*

É isso mesmo!

E aqui vai a Coelha, para a sua rotina diária.
Entra no metro e senta-se no lugar habitual, logo em seguida (como já faz parte…) pega na sua barrita de Golden Grahams e toca a ferra-la…
Rapaz chega à beira da Coelha e sussurra…

Rapaz: Posso me sentar e fazer-te companhia?
Coelha: Podes-te sentar…


Coelha dá mais uma trinca na barrita…

Rapaz: E posso saber qual é o teu nome?
Coelha: ah?
Rapaz: Diz-me o teu nome…
Coelha: ah?
Rapaz: Não podes?


Coelha acaba de comer, põe phones nos ouvidos e volta à rotina normal…
Isto alegra-me imenso. É que este tipo de coisas, só aumentam a minha soneira matinal…
Obrigadinha pela ajuda…

Histérica pra ver algo de interessante

Coelha*

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