
Ontem lá me encontrei com o meu grande amigo para pôr a conversa em dia.
Falamos da vida e principalmente nas perspectivas relativamente ao futuro. Mas a conversa lá acabou no assunto, que não é muito aconselhável a quem não gosta de se chatear – Relações.
Depois da conversa que tivemos à cerca desse tema tenebroso (que actualmente me irrita), através das queixas de ambos em relação a esse assunto, depois dos tamanhos desabafos que me fizeram lembrar os tempos antigos, em que ficávamos à porta de minha casa a falar da vida horas a fio, enquanto eu fumava um cigarro e ele me criticavas vezes sem fim (e posteriormente ganhou esse vicio, a prova como as pessoas mudam), só pude chegar a uma conclusão…
Relações = Palhaçada
E essa é a verdade! Eu sei disso. E no fundo todos sabemos, mas preferimos tentar acreditar que não.
Ele fez-me pensar profundamente numa coisa que me disse “Sabes quando estás com uma pessoa e apesar de saberes que até gostas dela, tens a certeza que não vais, nem queres ficar ali para sempre? É diferente de sentires que «aquela» pessoa é o amor da tua vida!”.
A verdade é que sei perfeitamente do que ele fala, e se isto não é palhaçada então é o quê?
Já saboreei estes dois tipos de sensações.
-O querer ficar, mas saber que não vou querer sempre./ E o querer ficar e sentir, que o queria e desejava mais que tudo.
Mas a verdade é que estou sozinha. Não tenho a quem dizer um “Amo-te” com sentimento, não tenho ninguém com quem partilhar as minhas vontades e sonhos mais secretos, não tenho ninguém que represente o porto seguro, que é o saber “Eu sei que ele está ali!”.
Os sentimentos desgastam-se. Fazemos merda atrás de merda. E só depois é que nos damos conta disso. Como se as atitudes repreensíveis não pertencessem a nós próprios e como se fossemos meros espectadores dos nossos actos desonradores, relativamente ao que sentimos e o que acreditamos.
Tudo passa e voa com o tempo… Nada é como esperamos ser. E o que é bom não dura mesmo para sempre.
E agora vou eu querer, nesta altura da minha vida ter alguém? Começar um relacionamento?
Impossível…
Primeiro, porque a minha fonte de paixão parece que simplesmente secou, ou então adormeceu. E depois porque fico verdadeiramente feliz comigo mesma, por ter secado.
Vou eu querer apaixonar-me (mais do que já algum dia me apaixonei por alguém) para sofrer o mesmo ciclo vicioso dos Relacionamentos?
Paixão -> Sonhos -> Esperança -> Acreditar -> Falhar -> The end
E ter de admitir e ter de levar com todo o questionário repetitivo, feito por quem me conhece e por quem conheceu o meu relacionamento?
Não mesmo!
Livrem-me desse sonho traiçoeiro que só nos leva para o mesmo fim.
Posso ser feliz sozinha?
Histeria da reflexão
Coelha*